| PALOP são países "estrangeiros" Já Rui Pinto, Consultor de Sistemas de Informação na empresa Arentia, escolheu Angola - estando a caminho de Moçambique - por ser um mercado com for-te crescimento económico, representando, por si só, uma oportunidade, aliada ao facto de, quer Angola quer Moçambique, serem países "ainda em desenvolvimento e onde existem muitas necessidades ao nível das tecnologias de informação, não havendo, para já, a correspondente capacidade de resposta ao nível dos recursos locais". Ainda em "regime de missão, trabalhando em parceria com empresas nacionais e locais", a Mentia atua nas vertentes de software de gestão, tecnologia e comunicações, investigação e desenvolvimento, soluções web e formação. Rui Pinto recorda que, para além da componente financeira, "óbvia num momento de estagnação da economia nacional", a própria experiência adquirida nesses mercados é bastante compensadora, pois, em muitos casos, as empresas com que trabalha são de "capitais de outras nacionalidades que não apenas portuguesas ou angolanas. Todas essas visões de negócio são uma mais--valia para o trabalho que desenvolve-mos localmente". A adaptação ao mercado angolano não foi difícil. A legislação local, apesar de ter sofrido alterações nos últimos anos, "é bastante mais estável que em Portugal, sendo mais simples e é, na sua maioria, assegurada pelos próprios softwares com que trabalhamos, o que em certa medida facilita a adaptação", conta o empresário. | Já no que se refere a outras questões, Rui Pinto explica que "só a vivência no localpermite a adaptação, mas o essencial é reconhecer que, ape-sar das semelhanças, não deixam de ser países estrangeiros em que devemos adaptar-nos e não impor Sim, porque há "muitas coisas boas e más que se podem registarao visitar es-ses países, que são, de alguma forma, he-rança deixada pela nossa história co-mum", recorda o empresário, sentindo que, neste momento, o facto de existir lã a noção das dificuldades que o nosso País atravessa, "levanta alguns proble-mas, como a desconfiança quanto ã qualidade de alguns dos recursos que Portugal exporta, mas também uma sensação de que tentamos exportar para estes países a qualquer custo, o que tem levantado algumas restrições". Ser humilde o suficiente e não chegar ali como se fossemos os maiores é a so-lução para trabalhar nesses mercados onde já fomos colonos. "Existem todas as questões do dia-a-dia, em que nada pode ser dado como certo ou adquirido... o que consideramos simples de resolver, pode rapidamente tornar-se num pro-blema que se arrasta por vários dias", re-vela o empresário que, se tivesse iniciado hoje o processo teria todos os cuidados que teve, mas também "teria expecta-tivas mais baixas relativamente aos tem-pos de conclusão dos projectos". Publicado em: Jornal DE LEIRIA= 26 Leiria Global 6 de Junho de 2013 |
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